Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Civil em Arapiraca, nesta quarta-feira (27), no bairro Fazenda Velha, suspeito de distribuir material pornográfico envolvendo menores de idade. Durante a operação, os policiais apreenderam dois celulares que podem conter provas essenciais para o andamento das investigações. O caso faz parte de uma apuração mais ampla sobre crimes cibernéticos e está diretamente relacionado a ameaças contra o influenciador digital Felca, que havia divulgado vídeos e alertas sobre o grupo criminoso.
De acordo com informações da polícia, o adolescente integrava um grupo que promovia exploração infantil por meio de desafios pela internet, uma prática que consiste em coagir menores a realizar atividades perigosas ou constrangedoras, muitas vezes com a intenção de extorsão posterior.
As investigações apontam que as vítimas eram manipuladas psicologicamente e pressionadas a fornecer conteúdo que seria usado pelo grupo para ameaçar ou chantagear familiares. Além disso, a polícia identificou materiais que promovem apologia ao nazismo e registro de maus-tratos a animais. Também foram encontradas evidências de estupro virtual e indução à automutilação.
O caso também se conecta a outra prisão realizada na última segunda-feira (25), em Pernambuco, quando um jovem de 22 anos foi detido por envolvimento nas mesmas práticas. As ações demonstram que o grupo atua em diferentes estados, e a investigação é coordenada de forma integrada para combater crimes cibernéticos que envolvem crianças e adolescentes.
Segundo a polícia, a cooperação entre as unidades estaduais foi fundamental para mapear a rede de exploração e identificar todos os suspeitos.
A operação em Arapiraca foi conduzida pela Diretoria de Inteligência Policial de Alagoas, com o apoio da 4ª Delegacia Regional de Polícia e da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). O mandado de busca e apreensão foi expedido pela 1ª Vara da Infância e Juventude da comarca local.
Durante a ação, os policiais recolheram computadores e celulares, que serão analisados para confirmar a extensão do envolvimento do adolescente e localizar outras vítimas do grupo. O menor permanece sob custódia e aguarda decisão judicial.









